A cidade também se mastiga
por Joana Lucas
Como desenham os alimentos geografias de proximidade? Este percurso parte de uma intuição simples e persistente: arquitetura e alimentação são linguagens que organizam a vida na cidade. As hortas urbanas surgem como pequenos laboratórios de futuro; nelas o solo reaparece como gesto político e sensorial. São interstícios férteis que interrompem o asfalto e devolvem à cidade o ritmo das estações. São dispositivos de encontro, arquitetura social. São pequenas infraestruturas de cuidado onde se experimentam formas alternativas de viver o urbano. Produzem trabalho coletivo, convocam mãos diversas, cruzam gerações, constroem vínculos. Este percurso convida a caminhar, pensar e provar a cidade de outro modo: como organismo vivo, onde cada canteiro é uma hipótese política, ecológica e estética.
Duração
1h30
Informação Extra
Sem marcação prévia
Ponto de partida: Horta do Alto da Eira
Ponto de chegada: Quinta do Ferro


















































































