Ventos que alimentaram Lisboa
por Leonor Medeiros
Durante séculos, os moinhos de vento pontuaram colinas e arrabaldes de Lisboa, garantindo a moagem do cereal que sustentava a vida urbana. Com a modernização dos sistemas de moagem e, mais tarde, com o crescimento urbano, muitos foram abandonados, transformados e ocultados pela expansão habitacional e pelas grandes vias que redesenharam a cidade.
Este percurso convida a reencontrar esses vestígios — alguns reduzidos a ruínas, outros convertidos em habitação, memória ou símbolo político — e a compreender o seu papel nas antigas redes de abastecimento. Ao seguirmos estas presenças discretas, refletiremos histórica e arqueologicamente sobre a transformação acelerada das paisagens, a energia que nos move, e sobre a distância crescente entre a cidade contemporânea e os recursos que a alimentam.
O ponto de partida deste percurso é no Moinho do Penedo, Monsanto
Duração
1h-1h30
Informação Extra
Sem marcação prévia / Por ordem de chegada
Ponto de partida: Moinho do Penedo (ou do Alferes), Monsanto
Ponto de chegada: Parque Urbano dos Moinhos de Santana



















































































