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Trienal de Arquitectura de Lisboa

Open Call In Conflict - Bienal de Veneza 2020

Data
14 MAI 2020 - 28 JUN 2020
Participantes
Fernanda Fragateiro, Jorge Carvalho, Anna Puigjaner, Moisés Puente,  António Brito Guterres, Ana Jara
Equipa
Curadoria: depA
Website
Co-Produção
Direção-Geral das Artes. Com o apoio da Trienal de Arquitectura de Lisboa e Forum Mira

Alertas

Submissão de propostas até às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de Junho de 2020, hora de Portugal Continental2020-05-13

Alertas

Submissão de propostas até às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de Junho de 2020, hora de Portugal Continental2020-05-13

1.Sobre

In Conflict é a Representação Portuguesa na 17.ª Exposição Internacional de Arquitectura La Biennale di Venezia, que se realiza em 2020. A Representação Portuguesa na Bienal de Veneza é comissariada pela Direção-Geral das Artes e tem como equipa de curadoria o colectivo depA architects, que assume igualmente o projecto expositivo. Com o apoio da Trienal de Arquitectura de Lisboa e o Mira Forum, In Conflict lança uma convocatória aberta para a selecção de três propostas de debate para integrarem o seu programa oficial.

As três propostas escolhidas farão parte de um ciclo internacional de seis debates, a acontecer em: Veneza, no Pavilhão de Portugal; Lisboa, na sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa; e Porto, no Mira Forum. Este ciclo decorre de Agosto a Outubro de 2020, com dois eventos em cada uma das três cidades. Assim, em cada cidade uma dupla de curadoria organizará um dos debates, e o outro resultará de uma das propostas escolhidas a partir desta convocatória aberta, produzindo um ciclo composto por seis actos no total. Sobre este ciclo será ainda publicado um segundo volume do catálogo da Representação Oficial Portuguesa, com contribuições dos organizadores dos seis eventos, incluindo quem ficou seleccionado nesta convocatória.

Pretende-se alargar o alcance de In Conflict, convocando propostas que prometam sentar à mesa os agentes da transformação do território e do desenho das cidades – sejam pessoas ligadas ao activismo, à política, ao jornalismo, à investigação, à arquitectura ou às artes visuais, por exemplo – a nível local ou internacional, e em diálogo aberto e transdisciplinar. Procuram-se propostas que promovam uma discussão plural e sem falsos consensos sobre alguns dos desafios colocados pela necessidade de vivermos em conjunto, contribuindo para a resposta dada pela Representação Portuguesa ao desafio lançado pelo curador da Bienal de Arquitectura de Veneza 2020, Hashim Sarkis.

2. A Representação Portuguesa

A cidade e o território, como construções colectivas, são a primeira arena de conflito, entendido enquanto acção de forças de sentidos opostos que se traduz em dissenso. Esta condição, implícita à pluralidade do espaço democrático, dá forma à produção da arquitectura. In Conflict responde directamente à pergunta How will we live together? – lançada por Hashim Sarkis, curador da Biennale Architettura 2020 –, aprendendo com processos, caracterizados pelo conflito, que questionam a problemática do habitar nas suas dimensões física e social.

A resiliência e a reflexão pública transformam estes processos vivos (ainda sob agitação) em aprendizagem, sublinhando a acção e poder políticos da arquitectura. Relembrando o relato de Portugal ensaiado no filme Non, ou a Vã Glória de Mandar por Manoel de Oliveira, propõe-se assim uma visão construída a partir de um conjunto de lutas, ainda por superar.

O Pavilhão de Portugal desafia o público através de dois momentos complementares – exposição e debate.

A exposição, apresentada no Palazzo Giustinian Lolin em Veneza, dá notícia da arquitectura portuguesa do arco temporal da democracia a partir de sete processos marcados por destruição material, deslocação social ou participação popular. Todos eles têm um lastro mediático amplificado pela imprensa – compreendida como barómetro da acção e do envolvimento públicos.

Estes processos são testemunhos de uma democracia que começou com um Portugal empobrecido, a braços com falências habitacionais profundas e agravadas pela urgência demográfica da descolonização. Hoje, passadas mais de quatro décadas em democracia, a realidade é ainda frágil, pautada pela persistência de bairros informais, por um crescimento especulado dos grandes centros urbanos e pela desertificação do interior do país. A partir destes sete casos, chamam-se à discussão outros projectos com afinidades quanto à problemática, escala ou modos de acção, construindo-se um panorama alargado e transversal dos primeiros 45 anos de democracia nacional através do seu reflexo na arquitectura portuguesa.

In Conflict procura, através da exposição e dos debates, pensar o papel da arquitectura enquanto disciplina artística, pública, política e ética. Na impossibilidade de resolver todas as contingências, importa hoje pensar como criar lugares onde todos tenham lugar à mesa, na expectativa de cumprir o projecto de um futuro em comum.

3. Objectivo

É objectivo desta convocatória escolher três propostas diferentes de concepção e desenvolvimento de um debate, em formato livre (e.g., de assembleia ou mesa redonda), para cada um dos três momentos: Veneza, Lisboa e Porto.

As propostas devem declarar de forma clara o móbil do debate a organizar, o grupo de conferencistas e respectiva moderadoração. Procura-se uma instância temática, um conjunto plural de participantes e um modelo detalhado do evento. Estes debates serão promovidos e integrados no programa In Conflict e contarão com o apoio logístico garantido pelas equipas de curadoria e de produção da Representação Oficial Portuguesa, da Trienal de Arquitectura de Lisboa e do Mira Forum. A presente convocatória tem o aval da Direção-Geral das Artes – Ministério da Cultura de Portugal e da Fundação La Biennale di Venezia.

Os eventos no Porto e em Lisboa poderão ser em português ou inglês. Em Veneza o evento terá obrigatoriamente que ser em inglês.

4.Elegibilidade

As candidaturas poderão ser submetidas por proponentes individuais ou por colectivos. Nenhum elemento, enquanto proponente individual ou pertencente a colectivo proponente poderá ter uma relação familiar com qualquer elemento do júri, sob pena de inadmissibilidade da proposta. A proposta será elegível desde que se encontrem reunidos, cumulativamente, os seguintes requisitos:

  • A pessoa ou equipa candidata seja autora original da proposta.
  • A proposta seja original e inédita.
  • A proposta não seja, sob nenhuma forma, difamatória, obscena ou ilegal.
  • Sejam cumpridos os requisitos formais elencados nas disposições subsequentes do presente regulamento.

Cada proponente poderá apresentar uma ou várias propostas, sendo neste caso apenas considerada a proposta que tiver pontuação mais elevada de entre as várias propostas apresentadas pela mesma entidade proponente.

5.Datas

As propostas devem ser submetidas até às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de Junho de 2020, hora de Portugal Continental, por correio electrónico endereçado ao email oficial da presente convocatória: call@inconflict.pt

São permitidas várias inscrições individuais ou colectivas e em nenhum caso será cobrada taxa de inscrição. Qualquer esclarecimento adicional poderá ser endereçado a call@inconflict.pt. O anúncio dos resultados é feito através de correio electrónico conforme contactos disponibilizados por cada proposta e divulgado posteriormente em momento oportuno.

  • 14 de Maio de 2020 – Anúncio desta convocatória aberta
  • 07 de Junho de 2020 – Data limite para envio de dúvidas
  • 15 de Junho de 2020 – Data limite para resposta às dúvidas
  • 28 de Junho de 2020 – Data limite de submissão da candidatura

  • 29 de Agosto de 2020 – Abertura ao público do Pavilhão de Portugal e evento de debate comissariado por Fernanda Fragateiro e Jorge Carvalho em Veneza
  • 30 de Agosto de 2020 – Debate seleccionado por convocatória aberta em Veneza

  • 18 de Setembro de 2020 – Debate seleccionado por convocatória aberta no Porto
  • 19 de Setembro de 2020 – Debate comissariado por Ana Jara e António Brito Guterres no Porto

  • 17 de Outubro de 2020 – Debate comissariado por Anna Puigjaner e Moisés Puente em Lisboa
  • 18 de Outubro de 2020 – Debate seleccionado por convocatória aberta em Lisboa

  • 29 de Novembro de 2020 – Encerramento da 17.ª Biennale Architettura;

6. Normas

O documento de candidatura deverá ser integralmente redigido em inglês.

O documento de candidatura deverá ter formato PDF, passível de ser visionado em ecrã, de dimensão A4 vertical, com um máximo de 10 páginas e 3Mb, criado a partir da ficha de inscrição disponível no PDF do regulamento (donwload), devidamente preenchida e assinada.

O documento deverá incluir, dentro do limite de páginas, a declaração de conformidade identificada sob ponto 11 da mencionada ficha de inscrição.

Todas a candidaturas deverão ser feitas exclusivamente em formato digital e aquelas que forem entregues de outra forma não serão consideradas.

7. Avaliação e Selecção

A avaliação das propostas submetidas é realizada a partir da ponderação dos seguintes critérios: 

a) Adequação da proposta de debate ao conceito da Representação Oficial Portuguesa e aos objectivos desta convocatória – 40%
b) Originalidade e relevância da proposta de debate, valorização do tema e formato – 40%
c) Pluralidade do painel do debate e capacidade da equipa proponente – 10%
d) Exequibilidade da proposta atendendo ao orçamento e calendário – 10%

As três propostas com a pontuação mais elevada serão seleccionadas, sendo ponderada a preferência indicada na proposta quanto ao local, de entre os três locais disponíveis, e a coerência do conjunto dentro do programa oficial da representação portuguesa. Cada proponente só poderá assumir o comissariado de um único debate. O júri reserva-se o direito de não seleccionar qualquer proposta.

8. Júri

O júri da presente convocatória é composto pela equipa multidisciplinar formada pelos duos que assumem o comissariado e moderação dos outros três debates em cada cidade: a artista Fernanda Fragateiro e o arquiteto Jorge Carvalho, responsáveis pelo debate em Veneza; a arquiteta Anna Puigjaner e o arquiteto Moisés Puente, em Lisboa; e pelo investigador António Brito Guterres e a arquiteta Ana Jara, no Porto.

Ana Jara: arquitecta, cenógrafa e investigadora em estudos urbanos. É co-fundadora da plataforma Artéria – Humanizing Architecture. Desde 2018, é vereadora eleita na Câmara Municipal de Lisboa.

Anna Puigjaner: arquitecta, membro fundador do atelier de arquitectura MAIO em Barcelona. Professora associada na Universidade de Columbia. A sua investigação sobre a Kitchenless City recebeu o prémio Wheelwright da Universidade de Harvard em 2016.

António Brito Guterres: investigador no Dinâmia’CET – Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território. Chefe de projecto da Iniciativa Bairros Críticos – Operação Vale da Amoreira e coordenador do Centro de Experimentação Artística deste bairro. Colabora com a Fundação Aga Khan Portugal.

Fernanda Fragateiro: artista plástica, com interesse nas relações de tensão entre a arquitectura e a escultura, e nas relações da sua obra com o lugar e o espectador. Alguns dos seus projectos resultaram de colaborações com outros artistas plásticos, arquitectos, arquitectos paisagistas e performers.

Jorge Carvalho: arquitecto e co-fundador do escritório aNC. Integrou a equipa dos projectos do Chiado (Siza Vieira) e da Casa da Música (OMA). Fez parte da equipa de curadoria da exposição Poder Arquitectura.

Moisés Puente: arquitecto e editor espanhol. Integrou o comité editorial da revista Quaderns d’Arquitectura i Urbanisme, fez parte da editora Gustavo Gili enquanto editor e director da revista 2G. Dirige a Puente Editores.

Ao júri cabe a selecção fundamentada das três propostas de debate e é-lhe reservado o direito de rejeitar qualquer candidatura que possa ser considerada inadmissível ou inadequada ao âmbito da presente proposta.

9. Responsabilidade da Equipa Seleccionada

Compete a cada proponente ou equipa de proponentes das propostas seleccionadas:

a) Assegurar todas as diligências com entidades externas à organização e garantir a presença do painel de participantes, tal como declarado na candidatura.

b) Assegurar a moderação do debate proposto. Nos casos das equipas, a moderação deverá ficar a cargo de até dois dos seus elementos.

c) Produzir um ensaio crítico com um máximo de 13.500 caracteres com espaços, a partir do conteúdo e confrontos de ideias que surgiram durante os debates, para ser integrado num segundo volume do catálogo da Representação Oficial Portuguesa a publicar no final da 17.ª Exposição Internacional de Arquitectura La Biennale di Venezia. Esta contribuição em texto deverá ser entregue até um mês após a realização do respectivo evento e poderá ser redigida em português ou inglês.

10. Orçamento

A organização de In Conflict, com o apoio da Trienal de Arquitectura de Lisboa e o Mira Forum, garante para cada um dos debates o espaço e mobiliário necessário, sistema de som e de projecção, bem como a divulgação prévia.

A verba global disponível para cada proposta terá que custear honorários, deslocações, refeições, estadia – de participantes e equipa vencedora – ou quaisquer outros encargos indispensáveis ao evento e não discriminados explicitamente neste ponto.

  • O evento em Lisboa tem como orçamento total disponível 2.000€ (dois mil euros);
  • O evento no Porto tem como orçamento total disponível 2.000€ (dois mil euros);
  • O evento em Veneza tem como orçamento total disponível 3.500€ (três mil e quinhentos euros);

Os valores apresentados serão acrescentados de IVA à taxa legal sempre que aplicável. Os pagamentos serão efectuados mediante transferência bancária, após emissão de factura ou equivalente.

11. Calendário Geral

A programação oficial de In Conflict inclui um ciclo internacional de seis debates nos quais se incluem os escolhidos através desta convocatória. As propostas de debate deverão assim ser enquadradas nas seguintes datas e locais: 

1. Debate em Veneza: 30 de Agosto de 2020
Corredor exterior coberto de acesso ao Grande Canal do Palácio Giustinian Lolin, Sede do Pavilhão de Portugal – lotação de 100 pessoas.

2. Debate no Porto: 18 de Setembro de 2020
Espaço exterior do MIRA FORUM – lotação de 100 pessoas. 

3. Debate em Lisboa: 18 de Outubro de 2020
Espaço exterior do Palácio Sinel de Cordes, sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa – lotação de 100 pessoas.

12. Propriedade Intelectual

É da inteira responsabilidade de quem se candidata assegurar que o trabalho apresentado não infringe os direitos de propriedade intelectual de terceiros.

Os direitos intelectuais relativos ao conteúdo da proposta pertencem a cada proponente e, ao submetê-la, aceita ceder gratuitamente à equipa de curadoria de In Conflict a utilização do material proposto para publicação, sua transmissão e distribuição, para efeitos de revisão do mesmo e de promoção de quaisquer eventos que venham a ser organizados no âmbito do projecto In Conflict.

13. Confidencialidade

A equipa de curadoria e de produção de In Conflict, o júri da convocatória e todas as instituições associadas ou parceiras do projecto tratarão a informação, referências e documentos de identificação submetidos como confidenciais e nunca os revelando a terceiros sem o consentimento de cada proponente caso a caso.

14. Disposições Finais

A organização reserva-se o direito de alterar o presente regulamento, comprometendo-se a divulgar essas alterações pelos mesmos meios utilizados na divulgação do regulamento original. O local, data e formato dos eventos poderá estar sujeitos a alteração, a comunicar pelos mesmos meios utilizados na divulgação do regulamento.

Pela submissão da sua candidatura, cada proponente (e/ou respetivos elementos, quando se trate de uma equipa), declara estar ciente de todas as disposições deste regulamento, incluindo a presente, as quais aceita sem reserva, bem como de todo o conteúdo da proposta candidata.