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Trienal de Arquitectura de Lisboa

Concurso Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium bcp

Edição
Equipa
Equipa Curatorial: Cristina Veríssimo, Diogo Burnay, Anastassia Smirnova, Jose Pablo Ambrosi & Loreta Castro Reguera, Pamela Prado & Pedro Ignacio Alonso, Tau Tavengwa & Vyjayanthi Rao.
Co-Produção
Fundação Millennium bcp

Alertas

O regulamento deste Concurso é lançado em Junho de 2021. 2021-04-30

Alertas

O regulamento deste Concurso é lançado em Junho de 2021. 2021-04-30

Sobre

O Concurso Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium bcp faz parte do programa nuclear da 6.ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa, intitulada Terra, que se vai realizar no último trimestre de 2022. Convocam-se universidades de todo o mundo numa perspectiva transversal e de possível cooperação. Pela primeira vez, o prémio assume dois níveis de participação, através dos mestrados e através dos centros de investigação das faculdades. Além disso, juntam-se à arquitectura outras disciplinas conexas nas vertentes do projecto, ou da tecnologia, como as mais próximas arquitectura paisagista, e urbanismo, ou outras como as tecnologias de materiais e de construção, a sociologia urbana e a geografia ambiental. Desta vez, o concurso de ideias está aberto a estudantes de mestrado de arquitectura, arquitectura paisagista e urbanismo, mas passa também a apelar à participação de centros de investigação de todo o mundo. Pretende-se deste modo estimular a participação individual e colectiva para a produção de conhecimento em, para e sobre arquitectura.

O Concurso agrega centros de produção de conhecimento em instituições, em várias tipologias de projecto que se pretende que sejam de resposta prática arquitectónica, mas que podem passar igualmente por projectos de investigação.

Estes são os princípios de base orientadores para o futuro regulamento, que está em desenvolvimento. Para afinar o regulamento, iniciamos uma fase de diálogo com as instituições académicas e de pesquisa que convidamos desde já a preencher o formulário que expressa a intenção de participação numa apresentação pelos curadores gerais, também curadores do concurso.

A participação no concurso não implica qualquer custo e é feita em duas fases: A primeira com a submissão de propostas e sua correlação com as temáticas de Terra, e uma segunda com a definição e o desenvolvimento de conteúdo para as exposições, apenas para finalistas.

Com diferentes significados consoante a escala e o observador, Terra expressa o território, a urbe, a paisagem, o lugar ao qual pertencemos ou um continente visto do mar. Pode ser um planeta habitável ou matéria para cultivo. Pode estar em excesso ou fazer falta e pode ser um obstáculo ou um elemento na construção de comunidades. E é com o sentido de emergência que a Trienal 2022 convoca a reflexão sobre todas estas dimensões intimamente relacionadas com a arquitectura.

Como fórum internacional que promove o questionamento em torno da investigação e da prática. Terra incorpora uma declaração de intenção e um apelo à acção. Propõe-se a evolução do actual modelo de sistema fragmentado e linear, caracterizado pelo uso excessivo de recursos, paa um modelo de sistema circular e holístico, motivado por um maior e mais profundo equilíbrio entre comunidades, recursos e processos.  

As Universidades são importantes centros de produção de conhecimento e de inovação, e desde a criação da Trienal envolvemos estas instituições no programa das edições. Para Terra, reforçamos esse protagonismo com mais níveis da academia. A participação das Universidades abre assim as portas dos centros de produção de conhecimento a uma intervenção activa na reflexão sobre as questões críticas de Terra, diluindo as fronteiras entre a academia e a sociedade.

Pela primeira vez, uma selecção de propostas fará parte das quatro exposições centrais:

  • Visionárias, com curadoria da designer Anastassia Smirnova (Rússia/Holanda)
  • Multiplicidade, com curadoria do editor Tau Tavengwa, e da antropóloga Vyjayanthi Rao (Índia/EUA)
  • Ciclos, com curadoria do duo de arquitectura Pamela Prado e Pedro Ignacio Alonso (Chile)
  • Comum pelo Desenho, comissariada pela dupla de arquitectura Loreta Castro Reguera e José Pablo Ambrosi (México)

A 5 de Maio de 2021, os curadores gerais de Terra, Cristina Veríssimo e Diogo Burnay, responsáveis pelo programa do concurso, fizeram uma apresentação pública (online) do concurso às Universidades, cuja gravação poderá ver no video abaixo.

Trienal 2022 - Concurso Universidades, Apresentação da Curadoria Geral (sessão em Português) from Trienal de Lisboa on Vimeo.

Programa

Neste Concurso consideram-se três formas de investigação na arquitectura:
  • investigação em arquitectura: exercício especulativo de projecto
  • investigação para arquitectura: pesquisa e desenvolvimento de teorias, tecnologias e/ou ferramentas para o exercício da arquitectura
  • investigação sobre arquitectura: estudos sobre o ambiente construído, a prática ou teoria que tenham uma componente visual ou potencial de desenvolvimento prático

O Concurso está aberto a:

  • propostas especulativas enquadradas na disciplina de projecto
  • projectos de investigação
  • projectos de intervenção

Cada proposta candidata deve incidir sobre um dos conteúdos expositivos à escolha. 

Tema 1: Visionárias

As pessoas visionárias vivem e trabalham entre nós. No entanto, muitas vezes não as distinguimos na multidão. Ou preferimos não o fazer, pois qualquer encontro com elas coloca-nos em risco. Podemos ser confrontados com o desconhecido, sentirmo-nos ameaçados pelo carácter inortodoxo ou ser abalados por ideias que consideramos «excessivas» ou «irrealistas». As visões também nos podem conduzir a futuros sombrios; muitas vezes o fizeram no passado. Ao mesmo tempo, as visões são uma necessidade absoluta. Sem elas, talvez não conseguíssemos sobreviver.

Esta exposição explora a natureza das visões contemporâneas no campo da arquitectura, concebidas não apenas por profissionais da arquitectura e urbanismo, mas também por outros de áreas adjacentes. O foco está apontado a projectos a serem realizados agora ou que podem vir a ser realizados - construídos - nas próximas décadas.

A exposição conta as histórias das ideias e, ao mesmo tempo, tenta discernir o próprio processo de materialização de conceitos e como as visões radicais se transformam nas novas normas.

Tema 2: Multiplicidade

Uma convergência dinâmica, quase alquímica, de densidade, camadas e congestionamento de corpos, materiais e ideias é o que define muitos contextos urbanos em todo o Sul, em situações que exigem e activam respostas, reflexão e compreensão que espelhem esses contextos.

Um novo tipo de instituição e formas inéditas, mas instrutivas, de agir emergem como resposta a essas condições. Na sua essência, elas são especulativas, abraçam a incerteza e pensam continuamente através da acção. São profundamente conjecturais e não se baseiam em códigos de permanência nem na certeza dos resultados. Enquanto trabalham para confrontar e enfrentar os desafios planetários em diferentes escalas, juntam activamente a arquitectura a outras disciplinas e práticas culturais, questionando os seus limites e criando algo de novo pelo meio. Essas organizações, formas de actuação e métodos, bem como as questões que colocam para o futuro da arquitectura, são trazidos para Multiplicidade.

Tema 3: Ciclos

Ciclos descreve a exploração do enredo entre a arquitectura e as economias circulares. Evitando o uso excessivo de termos como ecologia, sustentabilidade ou resiliência, a exposição tem como foco os ciclos de arquitectura e de construção.

Se uma mudança radical vier a acontecer no paradigma económico nos próximos anos, ela trará novos desafios para as práticas materiais juntamente com contextos políticos, culturais e artísticos mais amplos. Dentro das noções do reutilizar, cuidar e reparar, mas também para além delas, a exposição motiva também debates sobre a ideia de re-design. Todo o design é re-design: todo o bom design deve ser re-ciclado. Este mote pretende proporcionar uma visão crítica sobre a inovação. Ciclos revê, assim, a posição actual de quem opera em arquitectura, já não dentro de hierarquias lineares ou piramidais, mas integrando novos tipos de circuitos transdisciplinares.

Tema 4: Comum pelo Desenho

Núcleos urbanos recém-formados, que nascem das necessidades prementes de pessoas à procura de melhores oportunidades, agravam problemas como a falta de serviços e de infra-estruturas, a vulnerabilidade a desastres naturais ou violência. Enfrentamos uma quebra dos laços entre esses bairros e a cidade formal. A arquitectura deve abordar essas questões para construir as pontes em falta.

Que projectos são comuns pelo desenho? São os que pertencem à comunidade, capazes de integrar os valores da arquitectura estabelecendo um diálogo com outras questões e actores do ambiente construído. Usam a metodologia projectual como ferramenta para fornecer alternativas mais eficientes, substituindo a vigilância, os muros ou os canos por qualidade espacial. 

A exposição pretende descobrir as arquitecturas que devolvem a dignidade e a pertença comunitária a um local, estruturando as necessidades e os serviços básicos através da concepção de equipamentos públicos em espaços residuais. Estes reconciliam necessidades de diversos âmbitos, tornando-se infra-estruturas retroactivas para a cidade desfeita.

A 1ª fase de candidatura é feita exclusivamente online. A 2ª fase, que decorre da selecção de propostas pelo júri, centra-se na definição e produção do conteúdo adaptado à exposição. 

Datas 

  • Lançamento da call e regulamento - Junho 2021
  • Inscrições - entre Junho e Setembro 2021
  • Primeira fase de entrega de propostas candidatas para apreciação - Dezembro 2021
  • Anúncio de propostas seleccionadas para a segunda fase e participação no programa - final de Janeiro 2022
  • Segunda fase de entrega de projectos - desenvolvimento dos conteúdos a integrar nas exposições nucleares (exclusivo às candidaturas seleccionadas) - Junho 2022
  • Anúncio dos Prémios Concurso - finais de Setembro 2022


Formulário

O formulário de inscrição ficará disponível em Junho de 2021.

Esclarecimentos

Todas as questões deverão ser enviadas para univ@trienaldelisboa.com

Disposições finais

Estes são os princípios gerais do regulamento cuja versão final será lançada em Junho de 2021.