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PTEN
Trienal de Arquitectura de Lisboa
Data
28 AGO 2020 - 29 NOV 2020
Participantes
Fernanda Fragateiro, Jorge Carvalho, Anna Puigjaner, Moisés Puente, António Brito Guterres, Ana Jara
Equipa
Curadoria: depA
Website
Co-Produção
Direção-Geral das Artes. Com o apoio da Trienal de Arquitectura de Lisboa e Forum Mira 

© Nelson d’Aires, 2013

In Conflict

La Biennale di Venezia 2020

“Como é que vamos viver juntos?” é a questão lançada pelo arquitecto libanês Hashim Sarkis, curador da 17ª edição da Bienal de Arquitectura de Veneza. Pretende trazer à discussão o futuro e os desafios que vamos enfrentar, bem como o papel negligenciado das autorias enquanto promotoras civilizadas e protectoras do contrato desses espaços. 

Em 2020, a Representação Oficial Portuguesa fica a cargo do atelier depA, com o projecto In Conflict seleccionado através de concurso da Direção Geral das Artes. Como resposta directa a este desafio, propõe aprender com processos caracterizados pelo conflito e confronto que questionam a problemática do habitar nas suas dimensões física e social. 

In Conflict desafia o público através de dois momentos complementares – exposição e debate. O primeiro, presente no Palazzo Giustinian Lolin em Veneza, dá notícia da arquitectura portuguesa do arco temporal da democracia a partir de sete processos marcados por destruição material, deslocação social ou participação popular. Uma viagem por 45 anos de democracia que explora as problemáticas, escalas e modos de acção reflectidas na arquitectura portuguesa.

Para pensar o papel da arquitectura enquanto disciplina artística, pública, política e ética, os debates fazem parte deste programa e acontecem em três coordenadas diferentes: Veneza, no Pavilhão de Portugal; Lisboa, na sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa; e Porto, no Mira Forum. As três propostas escolhidas a partir de open call farão parte de um ciclo internacional de seis debates e foram pensadas para que todos tenham lugar à mesa, na expectativa de cumprir o projecto de um futuro em comum. Assim, em cada cidade, entre Agosto e Outubro, uma dupla de convidados escolhida pela curadoria organiza um dos debates, ao qual se junta uma das propostas escolhidas a partir desta convocatória aberta até 28 de Junho 2020. Deste ciclo composto por seis actos no total irá resultar ainda um segundo volume do catálogo da Representação Oficial Portuguesa, que reúne as múltiplas contribuições de quem marcou presença no ciclo.

Em Veneza, os debates acontecem a 29 e 30 de Agosto, seguindo-se o Porto a 18 e 19 de Setembro e, finalmente, em Lisboa, a 17 e 18 de Outubro de 2020. A curadoria dos debates de abertura, em cada cidade respectivamente, são as duplas Fernanda Fragateiro e Jorge Carvalho, Ana Jara e António Brito Guterres e Anna Puigjaner e Moisés Puente. 

Para seguir a programação oficial pode consultar o site.


depA architects


O colectivo foi criado no Porto em 2009 e é coordenado por Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, junta uma equipa de colaboradores nas áreas da arquitectura e ciências sociais. o seu trabalho foca-se na investigação das práticas arquitectónicas, com atenção às particularidades de cada projecto, que vai da interpretação das estruturas existentes e da herança arquitectónica até à reintegração aberta e progressista de novos sistemas espaciais.

A partir da participação em concursos, desenvolve momentos de ampla e compulsiva investigação e realizado projectos de maior orientação artística que desafiam a abordagem às técnicas da arquitectura. Foi convidado a desenhar a cenografia do Fórum do Futuro em 2018 e, no mesmo ano, o Pavilhão do Lago, construído no Parque de Serralves no âmbito da 32ª Bienal de São Paulo - Incerteza Viva, o qual foi também seleccionado para ser exposto na 16ª Exposição Internacional de Arquitectura, integrada em La Biennale di Venezia de 2018. O colectivo trabalhou ainda com produtor de cinema Daniel Steegman e as artistas Lais Myrrha e Dayana Lucas, colaborando na produção das suas obras. Os portuenses depA já foram distinguidos com projectos, prémios e menções honrosas em território ibérico, com Museus, Casas da Cultura ou reabilitações de Quintas e Percursos Pedonais.