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PTEN
Trienal de Arquitectura de Lisboa
Data
14 MAI 2019 - 15 JUN 2019
Horário
3ª a Sábado. 12:00 - 18:00
Local
Palácio Sinel de Cordes
Preço
Gratuita
Participantes
Curadoria: Antonia Gaeta A.C.M., Arumugam, Adolf Wölfli, Alexandro García, Alexandru Chira, Beverly Baker, Carlo Franco Stella, Daniel Gonçalves, Eugene von Bruenchenhein, Georges Widener, Gianni Antonelli, Hassan, Jesuys Chrystiano, John Devlin, Kostia Botkine, Leopold Strobl, Prophet Royal Robertson, Titov Yuri Vassilievich, Welmon Sharlhorne, e Wesley Willis.
Equipa
Set Design: Ramiro Guerreiro

Montagem: SetUp

Co-Produção
Colecção Treger/Saint Silvestre e Centro de Arte da Oliva

George Widener, Colecção Treger/Saint Silvestre, Photo © André Rocha

Arquitectura Visionária

Exposição

Acolhida pelo centro cultural dinamizado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa, Arquitectura Visionária é uma exposição com curadoria de Antonia Gaeta a partir da Colecção Treger/ Saint Silvestre que integra o programa paralelo da 3ª edição da feira internacional de Arte - Arco Lisboa 2019.


"Da miríade de terrenos artísticos que se podem atravessar na colecção Treger/ Saint Silvestre, recortou-se o aspecto dos excêntricos, dos construtores e dos visionários na tentativa de revelar, através de um paralelismo com as propriedades quase mágicas do número de ouro, artistas cuja obra procurasse a perfeição das mais sublimes realizações arquitectónicas.

Na escolha de obras e tipologias arquitectónicas, tentou-se mostrar a inteligível diversidade de desenhos, monólogos, contemplações, raciocínios solitários, para tornar mais fluida a compreensão da relação entre componentes naturais e entrópicas, cânone de beleza, variedade, organização. Projectos ideais, arquitecturas em papel, obras que descrevem imagens mentais e delírios que se relacionam com o desejo de alcançar mundos idealizados, a casa ou a cidade sonhada para poder recriar um espaço ou uma forma onde se sentirem realmente acolhidos.

Nesta exposição o visionário é uma idealização; o impraticável uma utópica perfeição, uma imagem mental dissociada da natureza física do mundo real, a ocasião de reconstrução do mundo como cada artista pensa que deveria ser ou em todo o caso, um convite a descobrir e construir uma narrativa própria. Cada obra apresentada é, ao mesmo tempo, síntese de construção formal e intelectual, expressão de relações entre as formas, equilíbrio entre as cores, aprimoramento e perfeição. É nessa linha que o número de ouro acompanha e desafia a construção de projectos, de protótipos ligeiros capazes de se adaptarem ao nomadismo ou alimentar a fantasia de uma casa voadora ou sobre rodas, a união de imaginação e funcionalidade, o essencial e o aleatório. Surgem, desta maneira, invenções brilhantes e desequilibradas, desafios perceptivos, uma ideia traçada no espaço feita de relações físicas entre arquitectura e natureza, o céu e a terra. E ainda um sem-fim de relações hierárquicas entre o divino e a sociedade, com enigmas por solucionar dentro de estruturas espaciais claustrofóbicas, uma visão que aglomera o mundo inteiro e sobrevive puramente como visão artística." Esta é a perspectiva da curadora, Antonia Gaeta.


Sobre a Colecção Treger/Saint Silvestre

Esta colecção integra mais de 1000 obras de Arte Bruta, Arte Singular e arte contemporânea. A sua natureza específica torna-a única na Península Ibérica. A Coleção é uma das mais ricas coleções privadas no mundo e conta com autores clássicos de Arte Bruta, tais como Adolf Wölfli, Friedrich Schröder-Sonnenstern, Giovanni Battista Podestà e Oskar Voll, assim como descobertas mais recentes, como Ezekiel Messou, Guo Fengyi, Giovanni Galli, Miroslav Tichý e Eugene Von Bruencheinhein. Desde 2014 a Coleção está disponível ao público no Núcleo de Arte da Oliva em S. João da Madeira, em Portugal. Em 2017 foi distinguida com o prémio “Colecionador” pela APOM – Associação Portuguesa de Museologia.


Sobre a curadora

Antonia Gaeta (Itália, 1978) é Licenciada em Conservação dos Bens Culturais pela Universidade de Bolonha. Mestre em Estudos Curatoriais pela FBAUL e Doutorada em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da UC. Desenvolveu projectos de investigação e exposição com diversas instituições artísticas em Portugal e no estrangeiro e tem textos publicados em catálogos de arte, revistas especializadas e programas de exposições. Foi coordenadora executiva das representações oficiais portuguesas nas Bienais de Arte de Veneza (edições 2009 e 2011) e de São Paulo (edições 2008 e 2010) para a Direcção-Geral das Artes. Em 2015, foi curadora adjunta do Pavilhão de Angola na 56ª Bienal de Veneza, tendo desde esse ano desenvolvido projectos curatoriais para a colecção de arte bruta Treger/ Saint Silvestre.