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PTEN
Trienal de Arquitectura de Lisboa
Data
20 MAR 2019 - 30 MAI 2019
Local
Palácio Sinel de Cordes, Campo de Santa Clara 145, 1100-474 Lisboa
Preço
Gratuita
Equipa
Human Entities é um projecto concebido e organizado por Sofia Oliveira e Jared Hawkey (CADA)
Co-Produção
Informação adicional

Human Entities 2019

A cultura na era da inteligência artificial

Human Entities 2019: A cultura na era da inteligência artificial é um programa de conversas focado na mudança tecnológica e nos seus impactos – nas formas como a tecnologia e a cultura se influenciam mutuamente.


A terceira edição deste programa organizado pelos CADA é composto por quatro conversas de entrada gratuita e
 acontece de Março a Maio no Palácio Sinel de Cordes, centro cultural dinamizado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa.

Poucas tecnologias estimulam tanto a imaginação como aquelas que tentam replicar a mente humana. Desde a Idade Média até à ficção científica moderna, muitos fantasiam sobre a construção de máquinas vivas. E agora chegaram, de modo completamente diferente, sob a forma de inteligência artificial: como agentes de software, invisíveis, por detrás de um vasto espectro de tecnologias computacionais integradas na vida quotidiana.

Se até há pouco tempo a era digital podia ser simbolizada pelas redes sociais e vídeos de gatinhos, hoje há uma inquietação e uma sensação bastante tangível de que a inteligência artificial está a redefinir todos os aspectos da experiência vivida. Simultaneamente, a utilização destes poderosos sistemas é acompanhada por crescente desigualdade social, múltiplos escândalos da indústria e um reconhecimento cada vez maior de que estas tecnologias estão a minar a democracia, com possíveis consequências para a liberdade individual. Se este cenário beneficia as elites ou, pelo contrário, contribui para o bem público dependerá das escolhas políticas actuais. 

Com o passar do tempo, e à medida que a pressão aumenta, a compreensão que as empresas têm da machine intelligence poderá alterar-se de modo a lidar com a complexidade do mundo real. Mas, se não aceitarmos que humanos e máquinas pensam de forma diferente, estamos a limitar as nossas hipóteses de compreender o verdadeiro potencial da inteligência artificial. Talvez o nosso maior ganho com a inteligência artificial seja justamente a possibilidade de nos ajudar a ultrapassar o desejo de replicar a mente humana, oferecendo-nos novas formas de pensar. 


Quarta, 20 de Março 2019
18:30 – 20:30

California Capture: Como a West Coast transforma o Mistério em Infraestrutura
Kenric McDowell, Director do programa Artists + Machine Intelligence, Google Arts & Culture

Kenric McDowell apresenta a história do envolvimento contracultural de Silicon Valley com o desconhecido, explorando as implicações desses encontros na identidade, arquitectura e desenvolvimento tecnológico global. Kenric McDowell trabalha há mais de 20 anos na intersecção entre cultura e tecnologia. Dirige o programa Artists + Machine Intelligence na Google Arts & Culture, onde facilita a investigação entre investigadores de inteligência artificial, artistas e instituições culturais. É um conferencista regular, consultor em Think Tanks e organizações artísticas, ajudando grupos a ligar a prática artística e produção tecnológica, a tradições mais amplas da compreensão humana.

 

Quarta, 27 de Março 2019
18:30 – 20:30

Outras Inteligências
James Bridle, Artista e escritor

Bridle explorará as questões e possibilidades da inteligência artificial e de outras inteligências a partir do seu próprio trabalho e de novas descobertas na ecologia, biologia e computação.  Com trabalhos comissionados por galerias e instituições e exibidos pelo mundo e na internet, tem publicado artigos na Wired, Domus, Cabinet, the Atlantic, the New Statesman, the Guardian, the Observer, entre outros. Lançou em 2018, o livro New Dark Age que trata de tecnologia, conhecimento e o fim do futuro foi publicado pela Verso (UK & US). 

Quarta, 17 de Abril 2019
18:30 – 20:30

Fazer face à biométrica
Stephanie Hare, investigadora e jornalista

As nossas caras, vozes, ADN, impressões digitais e outros dados sobre os nossos corpos (os nossos dados biométricos) cada vez mais são utilizados por governos e empresas para nos identificar e monitorizar, bem como para analisar, prever e controlar os nossos comportamentos. Que papel queremos (se é que queremos) que as tecnologias biométricas desempenham nas nossas sociedades?


O último orador será anunciado em breve.