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Trienal de Arquitectura de Lisboa

Sobre

A 8ª edição

A questão comum a todos os temas emergentes no actual debate público sobre a transformação de Lisboa — habitação, espaço público, mobilidade, património, segregações — é a construção de urbanidade dos lugares em que vivemos.

Durante o século XX, as concepções arquitectónicas e urbanas tiveram como referências a cidade moderna, a cidade-jardim, a crise da cidade tradicional e a explosão metropolitana. Contudo, perante uma nova fase de transformação rápida, de grande impacto e que opera segundo novos pressupostos sociais, culturais, económicos e políticos, precisamos de novas perguntas, novas ideias e novos modelos de intervenção. Neste sentido, a exclusão do centro de Lisboa do âmbito geográfico  do Open House 2019 pretende superar a exemplaridade da cidade tradicional como construção única da condição urbana. Pretende descentralizar, diversificar e ampliar a selecção de espaços do roteiro.

Nesta edição, propomos imaginar a urbanidade através de espaços inéditos no evento — como o Convento de São Domingos ou a Escola Superior de Música — por norma inacessíveis, mas reveladores da multiplicidade de localizações, enquadramentos urbanos, dimensões espaciais, tectónicas e programáticas dos espaços por que Lisboa é composta.

Proporcionamos também novas perspectivas e experiências dos espaços por onde passamos quotidianamente, estruturantes dos movimentos diários ou de novas formas de relação e conectividade, como as redes de mobilidade ou a Rede de Artes e Ofícios de Lisboa. Nestes, não só valorizamos o projecto e espaço construído das estações, galerias e oficinas como a interligação, o funcionamento e a concepção conjunta em rede.

Convidamos a imaginar a urbanidade através de outras formas de visita a espaços abertos, públicos e/ou temporários, como a Feira do Relógio ou a Igreja de Santa Isabel. A programação inclui ainda concertos, performances, filmes, debates e leituras colectivas que potenciam as leituras e dimensões físicas de lugares destacados a partir do roteiro, fazendo o cruzamento entre eventos Plus, Júnior e de Acessibilidade.

 

Patrícia Robalo, a comissária do Open House Lisboa 2019

Arquitecta pela Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, Patrícia Robalo vive e trabalha em Lisboa e é doutoranda na Faculdade de Arquitectura do Porto com investigação sobre os processos de transformação urbana contemporânea. Trabalhou no atelier De Blacam and Meagher Architects, em Dublin, e em diferentes ateliers em Lisboa. Desenvolve projectos de arquitectura em nome próprio, sobretudo nas áreas da habitação, reabilitação e comércio. Tem sido convidada para  conferências, mesas redondas e exposições, como é autora de vários projectos de divulgação e debate das culturas arquitectónica e urbanística. Entre estes projectos, encontramos: Por Dentro da Área Metropolitana do Porto, em co-autoria com Sara Sucena; Outra Lisboa, cuja programação final foi Projecto Associado da Trienal 2016 com o apoio do DINÂMIA’CET–IUL do ISCTE; e Perspectivas Feministas sobre as Práticas Espaciais?, organizado com a Mulheres na Arquitectura, da qual é associada.

A concepção, o tema e o desenho do roteiro do Open House Lisboa 2019 surgem deste percurso. Uma oportunidade de partilhar com um público diverso a necessidade de questionamento, apropriação e vivência de espaços essenciais para imaginarmos a urbanidade de Lisboa.

 

Um guia para descobrir uma Lisboa sem centro.

Como Funciona

O Open House é um evento internacional do qual fazem parte mais de 40 cidades em todo o mundo.

Durante o fim-de-semana, visitas guiadas gratuitas e sem marcação dão a conhecer de perto e por dentro a melhor arquitectura de Lisboa. Sem reserva antecipada, na maioria dos casos, as visitas são feitas por ordem de chegada para dar acesso a um maior número de pessoas e facilitar a fluidez das entradas. As excepções que exigem marcação estão devidamente assinaladas no roteiro. As inscrições ficam disponíveis online, próximo da data do evento.

Os três formatos de visita:

  • Visita por Voluntário dá a conhecer o espaço em detalhe, através de uma visita acompanhada pela equipa de voluntários presente no local
  • Visita por Especialista  trata-se de uma visita comentada pelo autor do próprio projecto de arquitectura ou por um especialista convidado
  • Visita Livre  são visitas sem acompanhamento, dentro de horários pré-definidos

Em cada edição, contamos com uma entusiástica equipa de voluntários que acolhe os visitantes, fornece um olhar sobre o roteiro e dá sugestões ou faz recomendações adequadas a cada um.

Organização

A Trienal de Arquitectura de Lisboa é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é investigar, dinamizar e promover o pensamento e a prática da arquitectura. A cada três anos, realizamos um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que cruza fronteiras disciplinares e geográficas. Para além disso, organizámos também os ciclos de conferências Distância Crítica no CCB, e organizamos múltiplos eventos na nossa sede — o Palácio Sinel de Cordes — que integra também um Pólo Criativo.

Um conceito originalmente criado em Londres em 1992 por Victoria Thornton, o Open House Lisboa faz parte da grande família Open House Worldwide. Desde 2012 que a Trienal de Lisboa organiza o OH Lisboa e desde 2015 que o faz em parceria com a EGEAC.

Dirigido ao grande público, o OH Lisboa tem como objectivos e princípios base:

  • Aproximar os cidadãos à arquitectura da sua cidade
  • Dar a conhecer espaços habitualmente fechados ao público
  • Organizar visitas gratuitas envolvendo autores ou especialistas de diferentes áreas
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