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Trienal de Arquitectura de Lisboa

A escala do invisível: o aqueduto como espinha dorsal do território

por Bárbara Sofia Bruno

Sábado 10h  Percurso Urbano

Com o Aqueduto das Águas Livres, a água deixou de ser um recurso de escassez para se tornar num elemento de socialização. O Aqueduto criou uma ‘cultura da água’, mudando a higiene e o quotidiano das famílias. Os chafarizes transformaram-se nos grandes fóruns da cidade, onde as classes se cruzavam e a informação circulava. Esta infraestrutura de 58 km, incluindo a travessia monumental do Vale de Alcântara, redefiniu a topografia e a expansão urbana de Lisboa, modificando hábitos culturais e sociais. Ao domar a geografia, valorizou terrenos áridos e permitiu a fixação de indústrias e oficinas que dependiam de um fluxo constante, ditando para onde a cidade crescia e onde o capital se investia. A água das Águas Livres permitiu a proliferação de hortas urbanas e periurbanas e a manutenção de mercados. Sem esta linha artificial, a dieta da cidade seria limitada pela geografia seca; com ela, criaram-se pomares e garantiu-se a frescura dos produtos que chegavam à mesa dos lisboetas.

Informação Extra
Sem marcação prévia / Por ordem de chegada

Ponto de Partida: Aqueduto, Calçada da Quintinha, 6
Ponto de chegada: São Pedro de Alcântara

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