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Trienal de Arquitectura de Lisboa

Murro na mesa, soco no estômago, bom apetite!

Exposição

Sábado 10h-14h  Plus

Fruto de gerações de tradicionalismo conservador e preconceituoso, cresce uma necessidade de olhar em redor e entender as falhas do sistema que nos domina. Em "murro na mesa, soco no estômago, bom apetite!" surge um cenário no limiar da razão, caseiro, mas frio e impessoal, que questiona a fronteira entre quem põe a mesa e quem come a refeição. Nesta instalação, de medidas variáveis e adaptáveis ao espaço expositivo, o expetador percorre um “labirinto” onde se depara com objetos do seu quotidiano, mas com proporções ora maiores ora menores que o expectável e o normativo. Esta ambiguidade potencia a ideia de que os tachos e panelas que usamos para nos alimentarmos, são a nossa “casa” (para quem se identificar dentro dela). Desta forma, ao trabalhar os objetos da cozinha como edifícios e muros que limitam o povo e que o obriga a permanecer exatamente lá, no fundo do tacho, quase como uma prisão, apresento um espaço de reflexão ao expectador para questionar quem calça os sapatos, quem usa o garfo e faca, que se posiciona para devorar a sua próxima refeição. “E até lá, cingimo-nos à ideia de Povo Pequenino que vive aprisionada no fundo do tacho, apontando o dedo aos que caminham ao nosso lado (como companheiros de prisão), sem ter noção que estamos a ser comidos pelos grandes - os senhores que estão cá fora, de garfo e faca na mão, prontos a devorar a sua próxima refeição."

Criação de Mariana Poeta

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